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Setor de nutrição

De olho no rótulo

Especialista comenta pesquisa que testou 20 marcas de suplementos proteicos

A PROTESTE, uma entidade de defesa do consumidor, acaba de testar vinte suplementos proteicos para atletas para avaliar se a variação da quantidade de proteínas e carboidratos descritos no rótulo está de acordo com a legislação. Do total avaliado, apenas seis das 20 marcas testadas apresentaram resultados aceitáveis.

Com a análise, constatou-se que a maioria dos produtos oferece menos proteína e mais carboidratos do que o declarado no rótulo. "Para quem se baseia nos valores nutricionais informados nas embalagens, qualquer diferença pode impactar no desempenho e rendimento dos praticantes de atividade física" avalia o nutricionista esportivo Marcus Ávila, responsável pelo Programa de Nutrição em Atletas do Instituto Mineiro de Endocrinologia.

Os suplementos denominados Whey Protein (WP), feitos com proteínas do soro do leite de vaca, tornaram-se extremamente populares no mercado e a principal finalidade do seu uso é suprir possíveis carências proteicas da dieta, além de estimular a hipertrofia muscular. Para Marcus Ávila, "os suplementos são indicados para objetivos esportivos ou em caso de necessidade fisiológica. Quando usados de forma correta, os suplementos corrigem deficiências alimentares, fornecem doses bem calculadas de nutrientes desejados em maior concentração, melhoram o rendimento esportivo ou, ainda, aumentam a qualidade nutricional da dieta."

O maior problema encontrado pela PROTESTE é que os produtos analisados ultrapassam a tolerância prevista na Resolução RDC Nº 360/2003, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 20% para mais ou para menos com relação ao valor calórico e nutrientes declarados no rótulo. Apenas a marca Maximum Whey/MHP apresenta menos carboidrato na fórmula. Para evitar prejuízos aos consumidores desse tipo de suplemento, a PROTESTE recomenda que o uso seja feito sob a orientação de um profissional. O nutricionista alerta que "o uso de suplementos por conta própria, ou mesmo por indicação de leigos, pode não promover os resultados esperados. Também pode não haver necessidade de uso do produto e o profissional é quem descobrirá isso, avaliando o resultado de uma série de exames. Os suplementos usados de forma errada podem afetar taxas sanguíneas negativamente, trazendo prejuízos para o metabolismo. O acompanhamento é fundamental."

A PROTESTE já enviou os resultados dos testes à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pedindo a retirada dos produtos irregulares do mercado. Mais informações sobre os produtos avaliados podem ser obtidas no site da PROTESTE (www.proteste.org.br)

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