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Setor de Psicologia

Autoestima e emagrecimento

Como a psicologia pode auxiliar na reconstrução da autoestima e favorecer a adesão ao tratamento

Atualmente, ouvimos frequentemente os meios de comunicação falarem sobre a autoestima ligada a diversos temas como boa forma e beleza, cuidados com a saúde, autoajuda e carreira, sempre associando este conceito à boa qualidade de vida e conquista da felicidade.

Entretanto, para a psicologia, a boa autoestima realmente se revela quando está sustentada por três fatores fundamentais: autoconhecimento, autoconfiança e autorrespeito. Quando a pessoa se conhece, se respeita e se valoriza, fica mais fácil a compreensão de si mesma, de suas necessidades e capacidades. Uma pessoa com boa autoestima tem mais condições de vencer desafios ou dificuldades; prevenir autossabotagens, evitar recaídas e enfrentar as adversidades com menos prejuízos.

Por este motivo, cada vez mais tem sido valorizada a importância do reforço da autoestima como coadjuvante no tratamento do excesso de peso e da compulsão alimentar. Diversos estudos apontam o que vemos na prática clínica: os benefícios ligados à autoestima estão entre os primeiros motivos que despertam o desejo de emagrecer. Felizmente, o próprio emagrecimento promove mudanças na vida da pessoa como o sentimento de autoconfiança, elogios de pessoas próximas, readequação de vestuário, melhora da satisfação social que também são poderosos reforçadores da autoestima. Daí a necessidade da pessoa sair da inércia, dar o primeiro passo.

Emagrecer é sempre um desafio. E, naturalmente, o impacto de uma baixa autoestima neste processo é considerável, podendo levar a pessoa a se sabotar, perder o entusiasmo inicial e até a abandonar o tratamento, gerando um ciclo de fracassos e frustrações que aos poucos causam a redução do amor-próprio, da vaidade e da autossatisfação.

É fundamental, portanto, que se construa um novo ciclo!
Desde que haja um desconforto da pessoa com o excesso de peso e um desejo real de mudança, é possível desenvolver exercícios orientados de remodelagem de pensamentos que criam uma nova relação com o alimento e com o seu corpo. Para tanto, é preciso mudar alguns comportamentos e hábitos e isso acontecerá naturalmente, desde que a pessoa assuma as atitudes corretas e encontre sentido na nova realidade.

Um programa de apoio psicológico bem conduzido envolve técnicas e tarefas que promovem e incentivam o autoconhecimento, a reconstrução da boa autoestima e a motivação para que cada um, à sua maneira, descubra a forma mais viável e agradável de lidar com o processo que lhe conduzirá a seus novos hábitos alimentares e comportamentais bem como se adaptar às mudanças na sua imagem corporal.

É reconhecendo os nossos limites pelo autoconhecimento que podemos fortalecer as nossas capacidades. E, de maneira complementar, o autorrespeito e o aprimoramento da autoconfiança são os elementos essenciais para que a pessoa, finalmente, consiga se estabelecer como o mestre de suas ações, o comandante de seu percurso e, sobretudo, o protagonista de sua própria vida.

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